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terça-feira, 27 de abril de 2010

Money que é good nós não have

Final do mês chegando e eu me lembrei de uma vez que meu pai tava no computador e me perguntou o nome do blog, pra ele poder ler. Achando que ele não entenderia o "aguaeamigos" tudo junto, fui soletrando:


- Digite aí: "a"...

- "a"...

- g...


Aí as sugestões automáticas do histórico apareceram e...


- É esse "agoraquesourica"?


Não mesmo, pai! Essa, definitivamente, não sou eu.



Ainda.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"I'm just a hairy guy"

Sabe uma coisa que eu tenho medo? Morro de medo? De não poder ser eu. Assim, do jeito que sou, sabe? Explico.

Meu cabelo é aquele do tipo "indeciso", sacomé? Ele não é cacheado, cacheaaaado, mas também não é liso escorrido. A depender do xampú, da quantidade de condicionador que eu usar, do tanto de vezes que eu passar o pente antes dele secar, do clima e do vento que eu levar (ou não), ele pode ser uma coisa ou outra. Tem dias que ele faz a Gisele B. e vira o cabelo mais lindo do mundo e eu fico me coçando pra não tirar uma foto poser e colocar no Orkut pra todo mundo ver, ou sair de casa só pra levá-lo pra passear, porque é bem óbvio que ele só fica lindo assim num domingo à noite ou num dia em que eu vou ter que fazer algum trabalho de campo debaixo do sol-eu-sou-a-maior-estrela-dessa-galáxia-e-vou-torrar-vocês-tudinho e preciso prender e acabar com todo o glamour.

E tem dias que o frizz domina e descrever a cena é desnecessário, mas pra quem ficar curioso é mais ou menos assim:


"There ain't no words for the beauty, the splendor, the wonder of my hair..."


E aí eu vivo nessa de morrer de vergonha quando ele acorda num dia bonzinho e tá mais pra liso e as pessoas perguntam o que eu fiz pra ele ficar daquele jeito, eu respondo "nada" e elas me olham com aquela cara de "aham, eu acredito" e eu fico imaginando que elas acham que eu sou do tipo que nega que faz intervenções estéticas. Tipo celebridade que pariu o filho hoje e duas semanas depois tá magra, linda, barriga de tábua, sem estria nem olheira e vai pra Caras Quem falar que "olha, fui dormir e quando acordei tava assim?". E nos dias que ele tá ruim eu sei que as pessoas me olham ignorando o bíblico "não julgarás" e pensam "eu sabia! alá como tá ruim hoje, naquele dia ela tinha feito progressiva. CERTEZA.".

Mas nem é, viu? É que ele é indeciso mesmo... é fininho, bem pouquinho, mas volumoooso. E pode ser o que eu quiser. E o que eu queria dizer no começo do post é que por poder variar tanto de textura, é muito fácil deixá-lo sempre de um jeito só, tipo liso. Eu acho chic ter que acordar mais cedo todo dia pra secar o cabelo no secador e fazer touca escova e manter a ilusão de que ele é sempre liso.

Maaasss, aí vem o medo: e no dia que eu não puder alisar? Me digam? E nesse dia, o que eu faço? Eu não vou poder ser eu mesma. As pessoas vão me olhar na rua, vão apontar, jogar pedras e gritar: olha láááá, o cabelo dela não é como a gente vê todo diiiia!!! "buuurn her!". E eu vou chorar e correr pro primeiro barbeiro, passar a máquina zero, comprar várias perucas e variar de cabelo todo dia (SPEARS, Britney - 2007).

Isso tudo porque há um ano certinho eu fiz uma escova inteligente e, apesar de 102% da população feminina mundial idolatrar suas chapinhas, eu sentia como se eu tivesse me enganando e enganando o mundo e que a partir de então eu teria que gastar os tubos pra sempre pra manter aquela farsa e ninguém nunca mais descobrir que meu cabelo não é lisão de verdade. Eu, essa pessoa que enriqueceu a Wella por 4 anos comprando Wellaton Rubi.

Tem explicação uma coisa dessa?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Inferno Astral

Sabe, eu vivi a minha vida inteira numa boa, convivendo tranquilamente apenas com os períodos de TPM para deixar os meus nervos à flor da pele e atrapalhar um pouco o meu dia. Até que alguém me disse que existia um tal de inferno astral e desde então, um mês antes da minha virada de ano individual e até dias depois, tudo, eu disse TUDO, que dá errado eu culpo logo o danado do inferno astral na minha vida. Desde o ônibus que resolve enfrentar as leis da física e lotar mais do que pode até fatos mais, digamos, significativos.
E olha que depois que descobri isso as coisas meio que esperam pra acontecer nesse período. Uma espécie de prova para que eu acredite que essa coisa toda existe mesmo e não é só lenda pra cabrito dormir.
A pergunta é: quanto tempo EXATAMENTE dura o inferno astral?

Ok, inconsciente, eu já acredito, beleza? Sem mais provas, por favor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pra quê twitter se eu tenho blog?

Recebi um e-mail interessante, sobre teorias da conspiração e resolvi repassar pro namorado, que também adora esse tipo de coisa. Aproveitei para incluir uma mensagem bem meiga, cheia de nhóins e i love you's. Coisa de namorada, sabe? Namorada sem noção e atrapalhada, que em vez de encaminhar clicou no responder.


Acabei de enviar a mensagem de volta pra pessoa que me mandou.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sobre sonhos

Não, eu nem vou falar sobre ter objetivos na vida e como alcançá-los. Não, o texto é sobre sonhos de verdade, daqueles que acontecem quando a gente dorme. E, nesse ponto, Hollywood me enganou grandão.

Porque olha, eu sonho quase todas as noites (que eu me lembre) e nenhum dos meus sonhos faz sentido ou parece ser um sinal dos céus. Veja bem: se você é um filme, seu sonho fará todo o sentido do mundo e você acordará no meio da noite, gritando “Nããããããooooo” com a mão estendida para o horizonte. Agora se você é a vida real... acompanhe:

Há duas semanas, eu comprei uma bolsa. Não é nada demais, ela. É bonitinha e tal, eu gostei (até porque comprei), mas não é AAA bolsa, nem foi cara nem nada do tipo. Aí dia desses, eu sonhei que tinha esse lugar, onde estavam todos os meus amigos e Kolitoli e eu chegava dizendo, muito feliz, “Olha minha bolsa nova!”. E sabem qual a reação das pessoas? Elas desaprovavam a minha bolsa!!! Quer dizer, nem chegaram a desaprovaaar, desaprovar mesmo, só não achavam nada demais e eu ficava um pouco frustrada com isso. Fim. Infelizmente o celular tocou e eu jamais saberei o desfecho dessa mirabolante história. Boohoo.

Segundo sonho: eu to fazendo uma manobra no estacionamento de uma escola que estudei quando pequena. Eu to mascando um chiclete. Eu passo por uma lixeira e resolvo jogá-lo fora. E é aí que começa a emoção! Ao tentar cuspir o chiclete, ele gruda na minha língua e eu não consigo tiraaaarr!!! Eu me desespero, lógico, porque essa é a primeira coisa que aprendemos sobre a vida, quando crianças: Não engolirás goma de mascar, porque isso mata, todo mundo sabe.

Veja bem mais uma vez: se você é um filme, sua morte será trágica ou heróica. Você morre queimado, afogado, é alvo de um motim, cai de um abismo, se joga na frente de um carro pra salvar alguém... enfim, as possibilidades são infinitas.

Agora, se você é a vida real... você morre engasgado com um C-H-I-C-L-E-T-E.

A bolha assassina

FOTO: blog.paulaschuabb.com.br

sábado, 22 de agosto de 2009

Metamorfose sonolenta

Sabe, eu nunca gostei muito de acordar cedo, mas tudo bem. Tem que acordar, eu acordo rezando por mais 10 minutinhos e, dependendo de quantas horas eu dormi, pensando que “ah, depois do almoço eu dou um cochilinho de leve e fica tudo certo” – o que geralmente não acontece, porque com certeza esse cochilinho duraria umas duas horas. Mas eu saio de casa e me esqueço de todas essas promessas.

Aí que quando acontece de eu precisar acordar cedo, sair e voltar pra casa, é um pouco diferente. Hoje, por exemplo: sábado (de sol, arrumei um caminhããão), fui dormir tarde, acordei cedo pra fazer exame de sangue e fui meio capenga pensando “não vou espertar muito porque quando chegar eu durmo de novo e priu”. Então eu chego em casa antes de 8h30 e já estou pensando diferente: poxa, 8h30 ainda, eu tenho a manhã inteira pela frente e já estou acordada, posso aproveitar pra fazer um monte de coisa! Eu podia ler, ver filme, escrever no blog, estudar... Pronto, gente, já estou com sono de novo. Vou ali tirar um cochilinho de leve, viu?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nara tem insistido bastante pra que eu escreva aqui, mas a cabeça anda um pouco cheia de coisas demais, monografias (que eu não comecei a escrever ainda) demais, projetos (que eu ainda não resolvi) demais, livros (que eu ainda não li) demais, saudades (que eu ainda não matei) demais, enfim: a vida, o universo e tudo mais.

Mas a quem eu quero enganar, hum? Fato é que meu horário tá assim: estágio nas manhãs de segunda à sexta e aula na segunda à noite. Só. É muito tempo livre, eu fico sem saber por onde começar. A monografia ainda não tem orientador, porque o que eu escolhi semestre passado se demitiu e a segunda opção já tem orientandos demais; fiz o projeto de pesquisa todo sozinha e estou considerando seriamente em escrever GOOGLE no campo do orientador.

Tem também o outro fato que eu viajei duas vezes semana retrasada, uma delas fujida, o que exigiu toda a minha imaginação pra inventar uma desculpa convincente para [content supressed]. Ademais, minha internet tá meio cagona por esses dias e toda vez que ela finalmente conecta, eu aproveito pra ler, digo, me inspirar nos inúmeros blogs que eu acompanho e acabo achando que eu não escrevo assim tão bem quanto eles e desisto de publicar meus textinhos aqui.

Resumindo, não, gente, não tem texto de verdade hoje. Eu ainda tentei, tava aqui super empolgada escrevendo sobre o encontro familiar que aconteceu numa dessas viagens que eu fiz, na qual conseguimos reunir quase toda a família depois de dezessete anos, mas aí fui abrir a cortina, pra arejar a sala e a minha mente, tava tocando um fado, eu fui dançando muito feliz e saltitante e, ao abrir a janela, dei de cara com um jardineiro e isso acabou com a minha criatividade.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

La la la la la...

Por toda a minha vida, eu acordei com o barulhinho insuportável do despertador. Sempre acordei no susto, com o pi-pi-pi irritante que me tirava de sopetão dos meus sonhos legais e divertidos nos quais acordar cedo pra estudar/trabalhar não era opção.

Depois da moda do celular, pra que despertador, né? Aí a gênia aqui escolhia sempre as musiquinhas mais divertidas e "good day, sunshine" pra acordar, ignorando o fato de que, bem, eu não sou a pessoa mais bem-humorada da face da terra quando o assunto é acordar.

Fato é que pelo toque do despertador do meu celular já passaram várias tentativas de me fazer acordar dançando e distribuindo sorrisos, como a música de abertura d'O Rei Leão, pra citar um exemplo.

Até essa semana, eu acordava com o toque de cavalaria de algum país, não sei bem qual, e foi quando tive A ideia (mentira, foi do Juscelino): colocar um toquezinho mais suave, assim, quem sabe, eu não acordaria mais tranquila?

Gente, não é que funciona?! Agora eu acordo ao som de Lovin' you, da Minnie Ripperton, e meus dias tem começado tão melhores que antes. É tão bom começar com uma musiquinha fofinha, que quase não dá vontade de levantar...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Abola

Eu me identifico bastante com o termo abigolesa, que eu não sei quem criou mas me foi apresentado por Nara, que certamente viu em mim muito do conceito da palavra. Essa semana, terça passada, pra ser mais exata, eu cheguei tarde do estágio, dei um cochilo rápido e preocupado pra não perder a hora, tomei banho, vesti a roupa, separei os exames pra levar ao médico, que estava marcado para as 15h, e então vim procrastinar um pouco no Orkut, antes de sair de casa. Então um estalo mental me alertou: QUATRO! É DIA QUATRO! Quem tiver um calendário, pode confirmar: dia 04 é hoje, terça-feira passada foi dia 02. Sincronização Espaço-Tempo: FAIL.

Hoje eu acordei bem mais cedo que o de costume, tomei banho sem pressa, biscoito de chocolate no café da manhã, aquela coisa saudável e tal e saí pro estágio bem tranqüila, sentindo o ventinho fresco da madrugada. Cheguei ao ponto de ônibus, vi o ônibus se aproximando, me sentei no banquinho distraída, vi o ônibus parar na minha frente, confirmei que aquele era mesmo o 003 e continuei perdida nos meus pensamentos matutinos. Dois nano-segundos depois, outro estalo: aquele era o SEU ônibus!! Vendo que ele ainda estava parado no sinal, saí correndo desesperada pela calçada, ao que o motorista muito solícito viu, deu sinal pros carros pararem, esperou eu atravessar a rua e abriu a porta, para que eu subisse em meio a buzinadas e xingamentos.

Procurei no Google um significado pra abigolesa, mas ele respondeu “você quis dizer: abola”. Se fosse “abea” eu não diria nada, mas “a bola”? Calma, Seu Google, que ainda não é pra tanto. A partir de hoje, nada de biscoitos de chocolate no café da manhã.

Resultado do Google para "abola"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Yo soy Bea!

Acabei de perder um post grandão e o "salvar-rascunho" automático agiu bem na hora que eu deletei sem querer o que tinha escrito, salvando assim uma página em branco, o que me encheu de esperança quando eu abri de novo o blogger e vi "1 rascunho salvo".

Então, em homenagem aos nossos dez anos de amizade, é assim que eu inauguro minha participação neste blog: resmungando e dando um atestado da minha abigolesisse.

Tenham todos um bom dia!